2017 © Sofia Freire

Dona de uma performance musical que transita pelo o que se compreende por erudito e eletrônico, com incursões experimentais e texturas psicodélicas, a cantora pernambucana Sofia Freire, 20, é definitivamente um dos grandes nomes geracionais da nova cena musical recifense. Em seu trabalho, a também pianista conjuga os heterogêneos ritmos modernos e clássicos, tendo como inspiração nomes como Bjork e Debussy. 
 
 

O segundo disco da cantora reúne nove canções escritas por cinco autoras, trazendo um forte simbolismo em relação às mulheres. Sofia explica que, embora tenham sido escritas por pessoas diferentes e com realidades distintas, as letras foram tecidas no álbum de maneira autobiográfica, já que as mulheres possuem a particularidade de servirem como espelho umas às outras.

 

A romã nasce a partir da autofecundação e em muitas culturas ao redor do mundo, ela representa o feminino. O álbum fala sobre uma mulher que faz um mergulho dentro de si, passando por um processo de renascimento da própria identidade, se libertando de amarras sociais. Aos poucos, ela percebe que é fértil e que pode gerar a própria vida. Quando uma mulher renasce a partir dela mesma, ela mostra a muitas outras que isso é possível, e outras vêm a renascer também. É uma multiplicação. A romã funciona dessa mesma maneira: nasce a partir da autofecundação e logo está cheia de sementes, pronta para se multiplicar e para que esse ciclo se repita. 

 

Esse complexo de referências e práticas levou a artista a ser selecionada pelo voto popular do Edital Natura Musical 2016, categoria que ofereceu patrocínio para a gravação do disco “Romã” (Joinha Records/Natura Musical).

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Natura apresenta “Romã”, novo disco de Sofia Freire
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